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Os valores
rurais como é o caso do porco bísaro, fazem parte do nosso
património biológico, económico e cultural. Há séculos
associado ao mundo rural de algumas regiões do país, esteve
espalhado por toda a zona a norte do rio Tejo e foi
perpetuado até aos dias de hoje. Factores como a docilidade,
a capacidade de adaptação ao maneio tradicional, a
prolificidade e a excelente qualidade da carne, contribuíram
para a sua manutenção.
A evolução das técnicas de produção animal, em toda a
Europa, a alteração dos hábitos alimentares dos
consumidores, exigindo uma carne de porco mais magra e com
menos gordura, os cruzamentos com raças precoces, a Peste
Suína, entre outros factores contribuiu para a situação de
quase extinção.
Dentro deste contexto, no ano de 1994, foi criada a
Associação Nacional de Criadores de Suínos de Raça Bísara (ANCSUB)
resultante dos esforços conjuntos dos Serviços Oficias da
Agricultura, Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD),
Câmara Municipal de Vinhais e alguns criadores da raça. Foi
também criado, nesse ano, o Registo Zootécnico da raça e
aprovado o seu Regulamento e o Plano de Melhoramento da
Raça. A gestão é desde o início, da responsabilidade da
ANCSUB.
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